English Español Français Deutsch Italiano Český Polski Русский Română Українська Português Eesti 中文 日本

Contemporary knowledge about God, Evolution, and the meaning of human life.
Methodology of spiritual development.

 
Apegos falsos e verdadeiros
 

Apegos falsos e verdadeiros*

O termo filosófico “apego” designa o estar “atado” firmemente e por muito tempo, através dos indriyas, a um objecto ou objectos. Estes podem ser os pais, os filhos, a esposa ou esposo, os objectos de atracção sexual, o dinheiro, bens de luxo, uma alta posição na sociedade, a actividade laboral preferida, os amigos, o próprio corpo, o jogo, tipos de comida, bebidas alcoólicas, o tabaco, outros venenos…

Os apegos podem ser muito prejudiciais, pouco prejudiciais, e até muito benéficos para certas etapas do desenvolvimento do ser humano. O benefício provém do poder que têm para nos levar a agir mais enérgica e emocionalmente nas nossas vidas – é muito pior viver preguiçosa ou letargicamente.

Um automóvel ou um barco só se podem conduzir se estiverem em movimento – se estiverem parados, é muito difícil ou até impossível conduzi-los ou mudar a sua direcção.

O mesmo sucede com o ser humano. Se vive activamente, mesmo que não tenha ainda a compreensão correcta do significado da sua Meta Mais Alta, o seu movimento permite a Deus criar numerosas situações educativas. Apenas com este movimento a pessoa se pode desenvolver, preparando-se para as ascensões espirituais futuras.

Na literatura religiosa, podemos encontrar a descrição de heróis, supostamente de índole positiva, que de repente deixavam de cuidar da sua família para começar uma vida de eremita, esperando obter desta maneira feitos espirituais, o que é apresentado como um “cortar de apegos”.

Isto não está certo! “Cortar” os “apegos” desta maneira não é eticamente justificável, nem faz muito sentido. Os apegos não devem ser “cortados” com “actos volitivos”, e sim substituídos. Devemos tentar apaixonar-nos por Deus! É difícil fazê-lo de um dia para o outro, mas devemos propor-nos esta meta e pedir a Sua ajuda. E assim o amor para com Deus crescerá, à medida que O estudamos com uma mente inquisidora através da leitura, da participação em conversas espirituais, e dos pedidos pessoais, nos quais Lhe rogamos que se nos manifeste, que nos permita experienciar o Seu Amor e que nos dê o entendimento por meio de uma Revelação… Esta é a maneira correcta de distribuir os nossos indriyas no princípio do Caminho espiritual.

Mais tarde, quando começamos a experienciar realmente o Amor de Deus, as nossas relações com Ele desenvolver-se-ão ainda mais rapidamente, o amor transformar-se-á pouco a pouco numa paixão, num novo apego. E este novo – verdadeiro – apego-paixão substituirá paulatinamente todos os outros apegos.

Foi assim que vivi a minha vida. Educado num ambiente ateu, só escutei sobre a realidade da existência de Deus pela primeira vez aos 27 anos. E, naquele então, não havia ninguém que me pudesse explicar o que havia por detrás desta palavra. A igreja ortodoxa russa proporcionou-me as primeiras experiências místicas, mas não me deu uma resposta inteligível à pergunta “o que é Deus?” – ela, simplesmente, tinha-O perdido, apesar de ser a figura central dos Ensinamentos de Jesus Cristo. Os livros abriram um pouco da minha cosmovisão, mas naqueles tempos não havia nenhum que explicasse tudo tão simples e detalhadamente como o que está a ler agora.

Nunca tive um Guru encarnado, um Mestre espiritual que soubesse o Caminho todo até Deus. Aparentemente, não havia nenhum por perto. De certa maneira isto foi bom, pois apesar da presença de um Guru encarnado permitir uma recepção rápida e fácil das explicações e técnicas práticas para o trabalho espiritual, por outro, também leva à criação de um apego à sua forma material, e nem todos os discípulos conseguem depois afastar a sua atenção desta forma e dirigi-la à Meta Suprema, a Consciência Divina de Deus Pai.

Por isso, Deus pôs perante mim – um cientista com experiência considerável em investigação – a Meta Mais Alta: Ele Mesmo, na Sua Totalidade Universal.

E apaixonei-me por Ele.

Depois tudo foi muito simples. Comecei, como dizem, a “abrir caminho”. Comecei a ir a Ele. Outras pessoas começaram a seguir-me, juntando-se e partindo. Mas nenhuma conseguia aguentar a minha velocidade e intensidade. Algumas partiam tranquilamente, outras protestavam, exigindo um amor “especial” para si mesmas, e passavam a odiar-me quando não o recebiam. Também houve as que me atraiçoaram, fazendo-me coisas detestáveis, e as que me caluniaram, até publicamente. Algumas roubaram-me, e houve mesmo as que tentaram matar o meu corpo.

Apesar de tudo, segui adiante sem olhar para trás, sem me apaixonar pelas pessoas, sem me intrometer nas brigas, sem vingar o assassínio vil e cruel, apesar de saber os nomes dos meus assassinos. Eu não permitia que o “apego” à minha “honra”, ao meu prestígio e ao meu próprio corpo me detivessem.

Nunca tive discípulos a quem tivesse vendido o conhecimento mais elevado. O que tive foram amigos que amei muito. Ofereci-lhes a minha experiência espiritual, dei-me a mim mesmo. Não poderia ter vendido o meu amor por dinheiro. O seu progresso espiritual era a minha recompensa.

Sim, amava-os muitíssimo, mas quando se afastavam não me apegava, e esquecia-os rapidamente.

Digo-vos sinceramente que nem uma só vez tentei fazer voltar alguém que se tivesse afastado de mim. Pelo contrário, estimulava a partida, para que não se sobrecarregassem com um conhecimento ainda superior às suas forças.

Assim, alguns afastavam-se quando deixavam de me compreender. Deus trazia outros, mais preparados. Eu amava-os ainda mais intensamente, porque me entendiam melhor. Mas também não me “apegava”, pois tinha outro amor, o amor principal, o amor para com Deus!

E por mais que os invejosos, os traidores e os caluniadores atirassem barro, sai vitorioso de todas as disputas, porque Deus me aceitou n´Ele Mesmo e eu aprendi a unir-me com Ele no Amor. Venci! Mas não venci outro ou outra coisa, não! Venci-me a mim mesmo, sem causar sofrimento a ninguém. Venci-me a mim mesmo, transformando-me naquilo que Deus precisava de mim.

Venci e chamo-vos a vocês a esta Vitória, pela qual agradeço a Deus e a todos aqueles que caminharam junto a mim, aqueles que me amaram e me odiaram. Através de vocês, Deus enriqueceu-me e orientou o meu caminho na vida! Que a paz esteja com todos vocês!

<<< >>>
(none) (none)



[an error occurred while processing this directive] [an error occurred while processing this directive]"> PDF download Book in PDF

Join us:




[an error occurred while processing this directive] [an error occurred while processing this directive]"> PDF download Book in PDF

Join us:

[an error occurred while processing this directive] [an error occurred while processing this directive]
Ecopsicologia

Bajalibros Ecopsicologia

Buy fromSpiritualBooks.ru
[an error occurred while processing this directive]
 
[an error occurred while processing this directive]