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Conhecimento contemporâneo sobre Deus, sobre a evolução e o significado da vida humana.
Metodologia de desenvolvimento espiritual.

 
Acerca da Metodologia de ensino de artes marciais a crianças
 

Trabalho Espiritual com Crianças/Acerca da Metodologia de ensino de artes marciais a crianças


Acerca da Metodologia de ensino de artes marciais a crianças

Muitas vezes, o ensino das artes marciais conduz ao crescimento das qualidades mais desprezíveis em pessoas que já as possuiam. Também pode trazer uma certa vantagem àqueles que entram na via criminal. Claro que depende em muito de como é feito o ensino e que normas éticas são sugeridas pelo instrutor.

Por outro lado, o ensino das artes marciais pode ser uma parte essencial do trabalho de verdadeiras escolas espirituais, onde as ideias de amor a Deus e todas as coisas vivas, incluindo pessoas, plantas, e animais, se tornam a base da visão de mundo adquirida pelos estudantes.

Isto é especialmente relevante no ensino de crianças, pois as visões iniciais que se lhes oferecem no começo das suas vidas definem, em grande medida, o seu destino futuro.

O verdadeiro significado do domínio das artes marciais, no trabalho de escolas espirituais sólidas, não consiste em conseguir a capacidade de derrotar inimigos, mas sim de suplantar as fraquezas e defeitos próprios. O que implica um constante desenvolvimento de si como pessoa activa, que realiza em vida os princípios éticos e espirituais, como a força, a atitude amável e cuidadosa para com os objectos do mundo, a bondade e o amor sincero combinados com a prontidão para o auto-sacrifício. Além disso, não há dúvida de que tais aulas, quando ministradas correctamente, podem melhorar significativamente a estabilidade social e psicológica dos estudantes.

O principal método de ensino das artes marciais é através de aulas realizadas com grupos de alunos. Isso permite que o instrutor ensine os alunos, entre outras formas, por meio da formação de verdadeiras relações espirituais dentro do próprio grupo. No processo de treino, as crianças aprendem a comunicar umas com as outras e com adultos. O instrutor, ao deter certas habilidades, quase sempre se torna num objeto de admiração e imitação dos alunos. Isto, por sua vez, exige muita responsabilidade dessa pessoa. O instrutor pode facilmente “acender o coração” dos alunos com o seu próprio ardor espiritual e tornar-se para eles um exemplo de ética superior, não apenas no ginásio, mas também na vida normal. Somente uma pessoa com o coração espiritual aberto é capaz de resolver esta tarefa. O instrutor também deve criar a atmosfera de benevolência e sinceridade, para libertar o potencial espiritual dos alunos, para formar neles uma atitude correta para com o mundo.

Para um aluno, a aprendizagem começa com o desenvolvimento da atitude correta em relação ao ginásio onde são dadas as aulas, pois é o lugar de desenvolvimento do aluno e, portanto, deve ser mantido limpo e arrumado. O aluno deve comportar-se, aí, decentemente. Durante a aula, o aluno não deve fazer muito barulho, desviar a atenção de outras pessoas, nem fazer nada sem orientação do instrutor. Ao seguirem estas regras, as crianças aprendem a controlar as suas emoções e ações.

Os alunos começam o treino em pé, ou sentados na postura do aluno. Visto que as artes marciais desenvolvem a esfera motora e a força do organismo (um dos seus coordenadores é o dantian inferior), é necessário fazer este trabalho com base nas emoções sutis. Para tanto, o instrutor sugere que os alunos se concentrem na imagem do sol nascente, ajuda-os a livrarem-se da tensão emocional e muscular, a ativar o dantian médio, e entrar em estados emocionais positivos sutis.

A etapa seguinte da aula é o aquecimento. O aquecimento consiste em movimentos de tipo tai chi. Chamamos essa série de movimentos de “Cana que balança”. Ao entrar na imagem de uma cana balanceando ao vento, os alunos podem facilmente fazer movimentos básicos de aquecimento: balançar, dobrar, inclinar. Isto ajuda a deixar o corpo relaxado e flexível.

O instrutor sugere exercícios cada vez mais complexos, enfatizando a obtenção de plasticidade e elasticidade. Manter um estado interno agradável e confortável é condição essencial para o aumento seguro da carga. Só assim se podem evitar traumas, aprender a executar as formas (katas) com fluência, e dominar toda a técnica de modo adequado. Isso tem efeito positivo no corpo (graças à remoção de tensões antigas, restaurando e harmonizando todos os processos do corpo) e, em geral, harmoniza o estado psíquico.

Ensinar os alunos a assumir a posição correta do corpo é elemento importante das artes marciais. Essa é a base para domínio da técnica básica, pois desenvolve a estabilidade, essencial para as formas dinâmicas. Embora as crianças não gostem de ficar na mesma posição por muito tempo, esses exercícios são muito importantes por uma série de razões, não apenas para dominar o aspecto técnico da arte. Os exercícios ajudam a desenvolver, entre outras coisas, o porte correto, importante para a saúde.

Para dominar as posturas estáticas, usamos a imagem de uma árvore que estende as suas raízes no solo, e as suas folhas em direção ao sol. Ao trabalhar com esta imagem, os alunos aprendem facilmente a relaxar e reter o estado emocional positivo durante todo o exercício.

A forma dinâmica de dominar os elementos técnicos é muito mais interessante para as crianças e permite ao instrutor incluir vários exercícios no trabalho. Por exemplo, a corrida tem um efeito positivo nos sistemas circulatório e respiratório, a acrobacia desenvolve o aparelho vestibular, e os exercícios que envolvem grandes amplitudes fortalecem o sistema musculoesquelético. Uma parte especial da dinâmica dedicada às ações técnicas básicas, inclui movimentos, bloqueios e ataques.

Todos, em idade jovem, querem tornar-se fortes e confiantes em si mesmos. Mas, quando começam a aprender os exercícios dinâmicos, os alunos percebem imediatamente quanto tempo e esforço são necessários para dominar a técnica. Isto desenvolve neles diligência e persistência.

Quase todas as formas dinâmicas, nas artes marciais orientais tradicionais, estão relacionadas com imagens de animais totémicos, aos quais as pessoas atribuem virtudes superiores. A imitação é peculiar às crianças. Observando os alunos, o instrutor pode perceber, por exemplo, que um deles, ao entrar na imagem de um tigre, fica calmo e faz movimentos cheios de força suave. Outro aluno, sintoniza-se com a agressividade do tigre, com todas as consequências desse estado emocional; neste caso, o instrutor deve explicar a esse aluno que isso está errado.

Recomendamos que se trabalhe com muito cuidado com imagens de animais.

O mais seguro e correcto é trabalhar com imagens da natureza: sol, água, vento, etc. Isso sintoniza as crianças com emoções agradáveis, com a pureza e a harmonia da natureza. Por exemplo, ao sintonizarem-se com o fluxo suave de um riacho, os alunos começam a realizar movimentos com mais fluência, facilidade, retendo um estado emocional positivo.

Frequentemente, combinamos esses métodos meditativos com os pranayamas. Isso permite fazer uma limpeza eficaz dos meridianos do corpo e conseguir uma melhoria significativa da saúde dos alunos.

Os alunos podem fazer formas trabalhando sozinhos ou aos pares. Trabalhar aos pares faz com que usem todos os elementos aprendidos na fase preparatória. Nesse trabalho, o instrutor pode perceber os pontos fortes e fracos de cada aluno. Neste trabalho, uma das suas tarefas é aprender a perceber o parceiro não como um inimigo, mas como um amigo e assistente. Esses relacionamentos desenvolvem a sinceridade e a confiança mútua, ajudam a superar o medo e a falta de autossuficiência e, assim, a evitar o desenvolvimento da agressividade. Essas qualidades serão úteis para as crianças não apenas durante as aulas, mas também na vida quotidiana.

A nossa experiência mostra-nos que é possível incluir em grupos todas as crianças suficientemente saudáveis. A todos os alunos recomendamos a mudança para uma alimentação “livre de matança”, além de outras normas éticas e higiénicas de vida”.

É natural que alguns alunos saiam do grupo, mais cedo ou mais tarde. Mas alguns alunos continuam a trabalhar por anos. Quando atingem cerca de 20 anos de idade, damos-lhes os métodos de trabalho com os chakras e meridianos, e depois os métodos do buddhi yoga [9-11]. É claro que estes métodos superiores apenas são dados aos alunos que aceitaram plenamente os principais princípios éticos e estão bem desenvolvidos intelectualmente.

O ensino das artes marciais não deve limitar-se apenas às aulas no ginásio. Também utilizamos outras formas de ensino, visitas a museus e locais historicamente importantes, aulas teóricas sobre história das artes marciais de diferentes nações, e acampamentos. Tudo isso desenvolve a perspectiva das crianças, o respeito pelo património cultural de diferentes nações, e cultiva nelas uma atitude cuidadosa para com a natureza. Assim, o ensino das artes marciais pode ajudar a resolver as tarefas para criar os filhos como indivíduos harmoniosos e totalmente desenvolvidos, para estabelecer neles os alicerces da ética, saúde e espiritualidade.

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